A bola pune
É difícil dizer quem foi o grande vencedor da primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Em matéria de futebol, o Coritiba merece a medalha de ouro. O Coxa foi crescendo ao longo do Campeonato Paranaense sempre apostando na estrela de Keirrison. Bom e ruim. E o dia que o moleque não jogar, como fazer? E se ele é vendido pelo Coritiba? A estréia contra o Palmeiras, porém, mostrou uma equipe muito além de Keirrison (que se machucou, aliás, no primeiro tempo). Vontade de sobra e um meio campo ininuante com Carlinhos Paraíba e Michel. O time de Luxemburgo precisa demonstrar bem mais ambição se quiser confirmar seu favoritismo.
No quesito gerenciamento, o lugar mais alto do pódio vai para o Internacional. Com um jogo decisivo pela Copa do Brasil contra o Sport marcado para quarta-feira, o Internacional teve a coragem para fazer a coisa certa. Colocou não a equipe reserva, mas uma formação "C" para jogar contra o Vasco diante de sua torcida. Equipe confusa, limitada, mas cheia de amor para dar. Na base do "vamo-que-vamu" levou os três pontos e ainda poupou os titulares. O Fluminense fez o mesmo contra o Galo no Mineirão e conseguiu um pontinho com gosto de três. O São Paulo não teve a mesma coragem e arriscou o que não podia arriscar contra o Grêmio. Muricy só tem dois grandes zagueiros (Miranda e Alex Silva) e escalou os dois. O técnico conta com dois atacantes com históricos de contusões musculares (Borges e Dagoberto). Escalou os dois. No meio, Hernanes é o solitário sopro de criatividade. E atuou todo o segundo tempo. O jogo tricolor do ano é quarta-feira, contra o Fluminense no Morumbi. Nesse aspecto, o São Paulo teve mais sorte do que juízo: ninguém se machucou. Mas a bola pune, como já disse um certo filósofo contemporâneo. E o Grêmio venceu o bi-campeão brasileiro por 1 x 0, três pontos que não estavam nas contas de ninguém no Olímpico.
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